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Origens Montalegre *Distando 130 quilómetros do Porto, 90 de Braga
e 42 de Chaves (pela Estrada Nacional n.º 103) e 70 de Ourense, a mais próxima
das cidades galegas, Montalegre, povoação dominante do Vale do Cávado, é a sede
do concelho a que deu o nome. O Alegre Monte - origem provável do actual
topónimo - foi povoado castrejo, posteriormente romanizado, e, já como
integrante do reino de Portugal, tornou-se vila e "cabeça" das Terras
de Barroso, por foral de D. Afonso III, no ano de 1273, num 9 de Junho que viria
a ser celebrado e perpetuado como Feriado Municipal e Dia do Concelho. No
reinado de Manuel I, em 1515, Montalegre vê confirmado o seu estatuto com novo
foral.
*Há 3500/4000 anos,
os nossos mais recentes antepassados, manifestando preocupações com o que
haverá para além da morte, ergueram rudes monumentos funerários como as antas
da Mourela e da Veiga ou as cistas da Vila da Ponte. Estes vestígios juntam-se
a tantos outros que provam que a área do concelho de Montalegre já era povoada
na época dos metais a fazer fé nesses vestígios que nos chegam da longínqua
pré-história.
O povoamento deste
território é depois feito pelos Celtas que erguem castros em número pelo menos
igual ao das povoações do concelho. Com a chegada dos romanos, a região é
atravessada pela via imperial e pontes, altura em que são também romanizados
alguns castros. Existiram, fundadamente, nesta região, cidades romanas:
Praesidium (em Vila da Ponte, identificada popularmente como Sabaraz) e
Caladunum (em Cervos), das quais há alguns vestígios.
Dos Mouros não há indícios documentais que atestem a sua presença, exceptuando
a tradição oral que lhes atribui tudo quanto de extraordinário e antiquíssimo
existe.
Com o nascimento da
nacionalidade, D. Afonso Henriques doou porções de terra ou coutos onde floresceram
albergarias (Salto), hospitais (Vilar de Perdizes e Dornelas) ou mosteiros
(Pitões). Sendo uma zona de fronteira com o reino da Galiza, são erguidos com
preocupações defensivas os castelos de Gerês e Piconha e mais tarde do Portelo
e de Montalegre. São atribuídos forais a Tourém, provavelmente por D. Sancho I
em 1187, como cabeça das Terras da Piconha. Só em 9 de 1273 é que D. Afonso
III, em carta de foral, funda a vila de Montalegre e o respectivo alcácer
tornando-se cabeça das Terras de Barroso. Este foral é depois confirmado por D.
Dinis em 1289, D. Afonso IV em 1340, D. João II em 1491 e D. Manuel em 1515
converte-o em foral novo.
Na sequência da Guerra da Independência, no reinado de D. João I, as Terras de
Barroso são oferecidas a D. Nuno, Condestável do Reino. As tropas francesas
tiveram problemas de monta com os barrosões, na Misarela, em 1809.
Em 6 de Novembro de
1836, o concelho de Montalegre é dividido criando-se o município de Boticas e
perderam-se, para o município de Vieira do Minho, o município de Vilar de Vacas
(sediado em Ruivães) e, logo a seguir, o Couto Misto de Santiago de Rubiás.
A história recente
de Montalegre é igual a tantas regiões do interior, marcadas por uma forte
emigração, depauperação económica e abandono das actividades económicas
tradicionais. Só com a institucionalização do Poder Local após o 25 de Abril de
1974 é que surgem condições de revitalização do concelho devido às alterações
estruturais que aquele movimento democrático permitiu.
Longe vai o tempo
em que a vila se confinava a um glomerado de casas encostando-se ao abrigo do
roqueiro castelo medieval, suficientemente resistente para cruzar os séculos e
erguer-se, hoje, ainda que minimizado no seu esplendor original, como
testemunho do curso da História do lugar e das gentes que o foram habitando.
Com a vizinha Galiza como acicate e exemplo, Montalegre foi ampliando os seus
limites, crescendo e urbanizando-se sem pecados capitais de ofensa ao melhor do
legado original. A busca da harmonia possível no perfil físico da povoação
revela-se na suficientemente harmoniosa existência, paredes-meias, da granítica
vila velha e da vila nova, num cenário de contrastes em que ruelas sinuosas e
esconsas, de empedrado desigual, desembocam em ruas e avenidas de traçado
amável e bom piso, em que a vetusta Casa do Cerrado olha de frente os edifícios
modernos dos Paços do Concelho e do Palácio da Justiça, em que a
contemporaneidade estética da estátua de Cabrilho na Praça do Município ou da
obra escultórica celebrando a chega de bois, numa rotunda junto ao Cávado,
fazem contraponto à arquitectura básica de uma relíquia tradicional como o
Forno do Povo na Portela...
A Rua Direita, que
aponta ao Castelo, é ponto de passagem obrigatório numa deambulação pela vila,
mas não menos obrigatório é subir-se e assomar-se aos miradouros da Corujeira e
de Santa Catarina, às ameias da Torre de Menagem do Castelo, aos adros das
igrejas Nova e Velha e, com olho de pássaro, abranger espacidões circundantes
que contemplam o Vale do Cávado, os contrafortes da Serra do Larouco, os
limites da Galiza, povoados, terrenos de cultivo e bosques do reino da
serenidade. *In
Espigueiro
Saber mais
Montalegre é um
município de montanhas e expandiu-se pelas serranias onde cresce a urze e a
carqueja. Matéria prima de excelência para este tipo de arte. A força do homem
arrancou, destas terras, o centeio e a batata, apascentou rebanhos, criou gado
nos lameiros e domou os rios, construindo grandes albufeiras e barragens.
Paradela, Alto Rabagão, Venda Nova e Salamonde são outras tantas barragens
hidroeléctricas que, nascidas no Alto Cávado, abastecem o país de energia e
oferecem, no seio das suas albufeiras, condições ímpares para os desportos
náuticos e a pesca....
....As aldeias do concelho foram talhadas em granito e estão ornamentadas de
espigueiros e igrejas seculares. Pela sua beleza natural, salientamos S.
Vicente de Chã, Arcos, Gralhas e Outeiro. Do alto do Castelo de Montalegre e
das suas muralhas, podemos lançar um olhar pela imensidão das serras
portuguesas e galegas. Todo o concelho é um tributo à natureza no estado puro.
Montalegre tem, no seu território, parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, um
santuário do património natural do país. A serra do Larouco, palco em 2003 da
prova (PWC2003) mais importante a nível mundial na modalidade de parapente e as
ruínas do Mosteiro de Pitões das Júnias, são dois dos muitos elementos mais
representativos desta belíssima região.
O meu amigo João Xavier, sempre entre a Holanda e Barroso, tem um óptimo site
sempre actualizado com tudo que vai acontecendo por cá, Turibarroso
ora espreitem Noticias da Região de Barroso